Dois dias em Moscou são poucos. Mas se não tentar abarcar tudo e decidir antecipadamente do que abrir mão, é possível ver o essencial no fim de semana sem transformar a viagem em um maratona de lista de verificação.
Se tiver um dia extra, dê uma olhada em «Moscou em 3 dias»: lá está explicado como ocupar o terceiro dia para que ele não vire apenas mais um dia de museus.
Este roteiro é ideal para quem está em Moscou pela primeira vez. Ele é compacto: quase tudo fica no centro, e os trajetos entre os pontos são a pé ou com duas ou três paradas de metrô. Nada de viagens pelo meio da cidade só para visitar um museu.
O que realmente dá para fazer em dois dias
Honestamente: o Kremlin com o Armory, a Galeria Tretyakov e o VDNKh não dá para fazer num único fim de semana. Ou melhor, dá, mas você vai passar o dia todo olhando para o relógio. Por isso, o roteiro é assim: primeiro dia — centro histórico, segundo dia — escolha, museus ou passeio.
Dia 1: centro
Manhã. Praça Vermelha e o Kremlin
Comece cedo, até às nove. Ao meio-dia, a Praça Vermelha fica cheia de gente, e a fila para o Kremlin alonga-se.
A praça é gratuita e aberta. A Catedral de São Basílio, o GUM, Mausoléu, o Museu Histórico — tudo está aqui, num pequeno espaço. Reserve uma hora para a visita externa.
Entre no GUM — não para fazer compras, mas para admirar o próprio edifício: as abóbadas de vidro, as passagens entre as galerias, a fonte. E pegue o sorvete do GUM — aquele panna cotta no cone de wafer que vendem nestas mesmas paredes desde os tempos soviéticos. Custa uma ninharia, a fila anda rápido, e é um daqueles casos em que o ritual turístico realmente vale a pena.
Da praça, partem mais três coisas a cinco minutos a pé:
- O Jardim de Alexandre fica ao longo do muro oeste do Kremlin. Lá estão o Túmulo do Soldado Desconhecido e a Chama Eterna, e a cada hora ocorre a troca da guarda: curta, precisa, interessante até para quem não se interessa por cerimônias militares. Além disso, é a parte mais sombreada do percurso — importante no verão.
- A rua Nikolskaya é uma rua pedestre que vai da Praça Vermelha até a Lubyanka. Durante o dia, é apenas uma rua bonita, mas à noite, as luzes de Natal se acendem e ela se transforma no corredor mais fotografado de Moscou.
- Praça do Teatro e o Teatro Bolshoi. Mesmo que não entre, o edifício com a quadriga de Apolo vale a pena. E se quiser assistir a um espetáculo, os ingressos são vendidos com antecedência e custam caro, então isso deve ser resolvido antes da viagem, não no local.
O Kremlin é a principal decisão do dia. Há três opções:
- Território e catedrais. Bilhete único para a Praça das Catedrais — cerca de 1 100 ₽, com desconto mais barato. São cinco catedrais, a Praça de Ivan, o Canhão do Tsar e o Sinal do Tsar. Uma hora e meia a duas horas.
- A Armería é um bilhete separado, cerca de 1 300 ₽, e a entrada é estritamente por sessões, a primeira às 10:00, a última perto das 16:30. Fechado às quintas-feiras. Mais uma hora e meia.
- Ambos custam meio dia e um valor considerável para duas pessoas.
Se estiver em Moscou pela primeira vez e com pouco tempo, eu pegaria a Praça das Catedrais, e deixaria o Tesouro do Kremlin para a próxima visita: ele exige calma, e correr pelos salões com as insígnias reais não é um grande prazer.
Compre os ingressos com antecedência no site oficial kreml.ru. A fila na bilheteria pode ser maior do que a própria entrada no Kremlin, e os ingressos para as sessões mais populares da Armeria são esgotados em poucos dias.
⚠️ Os preços e o horário de funcionamento podem mudar — antes de viajar, verifique em kreml.ru.
Dia. Zaryadye e Kitai-Gorod
A cinco minutos a pé da Praça Vermelha — o parque "Zariádié". A entrada no próprio parque é gratuita. O principal lá é a Ponte Suspensa sobre o rio Moscou: dela se tem a melhor vista gratuita do Kremlin e do arranha-céu na Kotélnicheskaya. Fotografias pelas quais as pessoas pagam em miradouros são feitas aqui de graça.
Mais adiante — a China Town. A Varvarka com igrejas dos séculos XVI-XVII, a Ilyinka, a Maroseyka.

A Catedral de São Pedro e São Paulo no Starosadsky Lane — à noite, ela é iluminada, e a agulha neogótica é visível dos pátios vizinhos.
E aqui mesmo, por onde quase todos passam: no Starosadsky Lane está a Catedral Luterana de São Pedro e São Paulo — com um alto nave gótico no meio dos becos de Moscou. Dentro, há concertos regulares de órgão, e é possível assistir a um por um preço acessível. Ao redor da catedral está a Colina de Ivan, um dos poucos lugares do centro onde se preservou a velha Moscou, sem polimento: becos tortuosos, pátios, variações de altura.
Aqui mesmo você pode almoçar com facilidade: nos becos ao redor da Maroseyka e da Pokrovka há muitos pequenos cafés onde o almoço por pessoa sai por cerca de 600-1 200 ₽. Nos estabelecimentos com vista para o Kremlin, o mesmo almoço custa o dobro.
Noite. A pé pelos bulevares
Mais perto do pôr do sol, vá até os Lagos Patriarcais ou dê uma volta no Anel de Jardins. Isso já não são "pontos turísticos", mas sim a vida cotidiana de Moscou — e é justamente isso que geralmente agrada mais aos visitantes.
Alternativa, se ainda houver forças: Moscou-Cidade e a plataforma de observação no 89º andar. Os ingressos custam cerca de 1.500-2.500 ₽, dependendo do horário. A vista é impressionante, mas lembre-se de que após o pôr do sol só se veem as luzes, não a cidade.
Dia dois: dois cenários
Cenário A — museus
(Nota: Como o texto original não fornece detalhes específicos sobre os museus mencionados, não foi possível traduzir nomes de museus, cidades ou países. Se houver mais informações, posso ajustar a tradução conforme necessário.)
A Galeria Tretyakov no beco Lavrushinsky — arte russa até o século XX: Ivanov, Repin, Vrubel, a "Trindade" de Rublev. Para visitar sem pressa, são necessárias três horas; a galope, duas.
O Museu Pushkin na Volkhonka — arte europeia, cópias de antiguidades, impressionistas. Fica a dez minutos do Kremlin, o que é conveniente se ontem não deu para ver tudo.
Escolha apenas uma coisa. Dois grandes museus seguidos é demais, a partir do terceiro salão do segundo museu as pinturas começam a se misturar.
Após o museu — Parque Gorki e a orla. Dali, a pé, pela orla do rio Krymsky até o Museu ao Ar Livre (Museon) e de volta: uma hora e meia de passeio tranquilo ao longo do rio.
Um detalhe importante que até moscovitas confundem: há duas Tretyakov. A que fica na Lavrushinsky Lane é a arte até o século XX. Já a Nova Tretyakov, bem em frente ao Parque Gorky, no Krymsky Val, abriga o século XX e XXI: Malevich, Kandinsky, Goncharova, o realismo socialista, a arte pós-guerra e a contemporânea. Então, se a arte clássica não te atrai, mas você quer ver pintura, vá até lá — é literalmente no caminho de um passeio.

«O Banho do Cavalo Vermelho» de Petrov-Vodkin é uma daquelas obras que vale a pena ir até o Valo de Krymsky.
Cenário B — sem museus
Se o formato "ficar nos salões" não é o seu, o segundo dia é melhor dedicar ao VDNKh. É uma enorme área com pavilhões da era stalinista, a fonte "Amizade dos Povos", o Cosmonauta e o Moscovium. Para uma visita completa, leva-se meio dia, e é uma Moscou completamente diferente, nada parecida com o centro.
O segundo opção — Kolomenskoye ou Tsaritsyno: parques com mansões para onde os moscovitas vão passear nos fins de semana. Mais longe do centro, mas também com menos gente, e a entrada em ambos os parques é gratuita.
O que os moradores sabem, mas os turistas geralmente não
- Miradouro no telhado da loja Central de Crianças na Lubyanka. Vista para o Kremlin, a Praça Lubyanka e a agulha da Universidade Estatal de Moscou — e custa muito menos do que os miradouros no Moscow City. Antes, a entrada era gratuita, agora é paga, mas simbólica; consulte o preço no site do TsDM, pois varia conforme a fonte. Funciona aproximadamente das 10:00 às 22:00.
- Cantina nº 57 no GUM. Almoçar a dois passos da Praça Vermelha, sem pagar como num jantar em restaurante. O formato de uma cantina soviética honesta, que por si só já é uma atração.
- Concertos de órgão na Catedral de São Pedro e São Paulo em Starosadsky — uma noite no centro por pouco dinheiro e nada turística.
- O Jardim Botânico Aptekarsky perto da estação de metrô "Prospekt Mira" é o jardim botânico mais antigo da Rússia, fundado ainda no tempo de Pedro I. Pequeno, tranquilo, é o lugar perfeito quando você está cansado das praças e das multidões.
- Zaryadye em vez da plataforma de observação paga. Repito porque é verdade: a vista do Ponte Voadora é melhor do que a maioria das plataformas pagas.
- Antigas fábricas em vez de museus. GES-2, Artplay, Vinzavod — outra Moscou, onde quase não há turistas: Moscou moderna.
Como se locomover e quanto custa
Transporte. O metrô é o meio mais rápido de se locomover, com intervalos de um a dois minutos, e no centro da estação há um ponto a cada passo. Uma viagem avulsa é mais cara do que com o cartão "Troika", então, se você fizer mais de três ou quatro viagens, vale a pena comprar a "Troika" assim que entrar no metrô. O pagamento com cartão bancário ou telefone no torno também funciona.
Do aeroporto. Todos os métodos com preços e o que fazer em caso de chegada noturna — em análise separado «De Sheremetyevo ao centro». Resumindo: o aeroporto expresso até a estação Belorussky leva cerca de 50 minutos, custa 650 ₽ se comprado online com antecedência e 700 ₽ no dia da viagem. De Domodedovo e Vnukovo — seus próprios aeroporto expressos para as estações Paveletsky e Kievsky. O táxi no horário de pico pode levar mais tempo que o trem e custar significativamente mais; o transfer faz sentido se você estiver com malas, crianças ou chegar à noite.
Quanto dinheiro levar. A hospedagem não está incluída — os bairros, os preços e o que verificar antes da reserva são analisados separadamente no artigo «Onde ficar em Moscou». Sem hospedagem e transporte, dois dias por pessoa custam aproximadamente: museus e o Kremlin — 1 000-3 000 ₽, comida — 2 000-4 000 ₽, transporte — 500-800 ₽. Passear pelo centro, Zaryadye, VDNKh e parques é de graça, e isso é metade das boas impressões.
Calçados. Em dois dias, você percorrerá cerca de quinze quilômetros por esse percurso. É o único conselho que as pessoas ignoram e depois se arrependem.
O que não vale a pena gastar tempo no primeiro dia
- Torre de Ostankino. Longe, com ingressos antecipados, e a vista não é melhor do que a do Moscow City.
- Arbat. Uma rua pedestre que todos conhecem, mas só para comprar souvenirs e frequentar cafés em cadeia. Uma hora, no máximo.
- Tentar entrar no Mausoléu "de passagem". Horário de funcionamento curto, fila, revista.
Se estiver viajando com crianças
O Kremlin e a Galeria Tretyakov são difíceis para as crianças. Alternativas viáveis: o Parque Zaryadye com o Media Center, o Moscow Aquarium no VDNKh, o Parque Gorky e o Museu da Cosmonáutica. O roteiro do primeiro dia é reduzido à Praça Vermelha e ao Parque Zaryadye — e isso já é suficiente.
Se estiver chovendo
Mude os dias: museus em dias chuvosos, passeios em dias ensolarados. Sob o teto: Galeria Tretiakov, Museu Pushkin, GUM, Museu da Cosmonáutica, Depo na Ulitsa Lesnaya com o food court.
Perguntas frequentes
Dois dias são suficientes para Moscou? Para o essencial — sim. Para Moscou — não. Dois dias bastam para ver o Kremlin, a Praça Vermelha, o centro e um grande museu. O resto fica para a próxima vez.
É necessário comprar ingressos com antecedência? Para o Kremlin e o Tesouro do Kremlin, sim, é obrigatório. Para a Galeria Tretyakov e o Museu Pushkin nos fins de semana, também é melhor comprar com antecedência.
Qual mês é melhor? Maio-junho e setembro: faz calor, há luz do dia, e há menos turistas do que em julho. No inverno é bonito, mas o dia é curto, e o roteiro terá de ser encurtado.







